quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Ano Novo



Ano Novo - desenho em papel, marcadores de aguarela.
De: Maria João Gaspar

 

Anjo leitor



Anjo leitor - trabalho executado com lata, arame estanhado, 

sementes e madeira

De: Joaquim José Gaspar (15é)

O Avô e a Avó



O Avô e a Avó - trabalho executado em estanho, arame estanhado, cobre, pedra
De: Joaquim José Gaspar (15é)
 

sábado, 23 de janeiro de 2021

A MULHER de vermelho / RESISTIR



                  sou MULHER de vermelho, sim

mulher de corpo e alma

que luta contra fantasmas que ensombram 

dias, anos... Vida

                  sou MULHER de vermelho, sim

sangue, raiva, 

ordem, desordem 

ventura, desventura

                  sou MULHER de vermelho, sim

arma arremessada ao fogo 

da inveja, da maledicência, da crueldade

que corroem sentires e desejos

                  sou MULHER de vermelho, sim

corpo, alma de mulher

que não desiste, resiste e busca na luz

a força, a determinação para quebrar escolhos

                 sou MULHER de vermelho, sim

que olha para além da luz, perseguindo

o amor, a igualdade, a satisfação de ser

                  MULHER

                  MULHER de vermelho, sim!


texto e pintura de Maria João Gaspar

MULHER de vermelho/ RESISTIR - pintura a acrílico sobre tela 


sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Presépio 2020




Presépio - trabalho executado com pedras, búzios e conchas do mar

 

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Pandemia



Pandemia - pintura sobre tela
Técnica - acrílico sobre tela (70x50)
De: Maria João Gaspar
 


Certo dia acordámos com um espetro sobre a cabeça
Um vírus andava à solta e não sabíamos
não sabíamos o que era, de onde vinha, a quem atacava
Logo, logo a notícia estalou:
-Vinha da China e quem o chamou?
Pessoas adoeciam por todo o lado
Pessoas morriam às dezenas... aos milhares
hospitais não chegavam
cemitérios abarrotavam
e nós, nós ouvíamos e víamos incrédulos as notícias
sem saber o que fazer, o que pensar...
E depois veio o confinamento
Todos fechados em suas casas prisioneiros dum vírus
que nos cortava a liberdade de ser, de fazer, de ter
Lá fomos vivendo longe da família alargada, dos amigos, da gente
e passámos a ter por companhia a tecnologia 
A solidão dos dias instalou-se 
e fez de nós seres cada vez mais individualistas
Cidades, vilas, aldeias, vazias e com o medo instalado
eram imagens inacreditáveis, inimagináveis...
A máscara, a nova realidade
A distância, a higiene, os comportamentos, com regras a cumprir,
conduzem as nossas vidas, os nossos sentires
E a morte vai correndo, uns dias mais, outros menos
A cura está longe
A luta continua
A ciência é a chave 
O tempo, o caminho e a esperança.

Maria João Gaspar


Anjo

 

Anjo - trabalho em arame pintado, chapa, moedas e bola de golfe
De: Joaquim José Gaspar (15é)